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Desde que Deus me abandonou, fui obrigado a submeter meu corpo e minha mente a uma série de experiências com o objetivo de fazer emergir o sentido da existência e isso é exaustivo.
Eu não queria ser pós-humano, mas não tive escolha!

Hora de morrer!

NUCOOL, 10 de outubro de 2009, 22:33

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DE VOLTA AO DESERTO

Diferente da densidade do deserto de Bertolucci – O céu que nos protege (no post abaixo), o deserto de Antonioni, em Zabriskie Point, é também sexual, mas psicodélico, alegre e com poucos diálogos. Em ambos os filmes os personagens abandonam as cidades e vão atrás de sua essência na imensidão árida do deserto.
O deserto de Bertolucci, baseado no livro de Paul Bowles, está mais ligado as questões dos anos 50, mas parece bem atual ao revelar uma vida destituída do sagrado e de grandes ideais, já antecipando questões da comtemporaneidade, como esse nosso abandono no mundo, fomos jogados a nossa própria sorte.
O deserto de Antonioni, revela a juventude dos anos 60, cheia de ideais, revolucionária e militante, que usa o sexo como transgressão e bandeira de liberdade, uma juventude avessa a sociedade de consumo.

“… Este é o lugar que queria te mostrar!
Aqui o céu é tão estranho, é quase sólido, como se nos protegesse do que há lá encima.
E o que há lá encima?
Nada, não há nada, somente a noite…”
O Céu que nos protege, Paul Bowles

DOMINGÃO: VALIDATION

Dedicado a todos os amigos desconhecidos que passam por aqui e mesmo sem deixar mensagem, acalentam a minha existência

MEU MUNDO EXISTE

“Meu mundo existe. Mas por trás de uma máscara de palavras e memórias”

MY WORLD EXISTS, Hollace M. Metzger


Hoje estava pensando que a NUCOOLEXPERIENCE já existe há 7 anos, quando pela primeira vez, com relutancia, comecei a frequentar salas de bate-papo.
Durante todos esse anos, andei por muitos lugares e sofri várias transformações, senti o poder do virtual. Conheci muita gente, algumas somente de forma pixelada, outras de forma física.

Pensei sobre estratégias de marketing, de como tornar meu blog e site conhecidos, apesar que eu ser desconhecido e não entrar na rede com RG e curriculo vitae. Consegui atrair ao complexo NUCOOL,  um número de visitantes maior do que jornalistas conceituados e pessoas com certa evidência na área de comunicação.

Pensei em pautas, tentando sempre fugir das idéias propostas pela mídia convencional ou pegar um caminho oposto ao sugerido pela grande imprensa, afinal eles tem articulistas competentes que colocam de forma muito clara certos temas. Tudo isso como exercício pessoal.

Hoje mesmo sem escrever com assiduidade e desacreditado da produção constante de informação,  recebo uma média de 100 visitas diárias, o que é legal, mas não viso mais audiência, isso aqui é uma obra de pesquisa sem objetivo comercial, como o nome diz, uma experiência, com liberdade de mudar os rumos e poder ser hermética.

Sei que poderia criar vários textos “inteligentes” ou construir outros mais comerciais, com apelo popular, que atrairiam mais visitantes, mas não é esse meio objetivo. Quando visito alguns blogs, passada a primeira onda, onde todos eramos irradiadores de informação, questiono, que tipo de conteúdo deveríamos produzir, com certeza, o caminho, passa pela exclusividade e criatividade. Simplesmente reproduzir o que os conglomerados midiáticos produzem, me parece bobagem.

Tenho pensado muito sobre que rumo dar a tudo isso, não sei exatamente a fórmula,  mas meu blog, no momento, serve para organizar meu inconsciente, por isso eu o mantenho. Usei a poesia de Hollace M. Metzger, para dizer que o mundo de NUCOOL, existe.

Link relacionado ao tema:
Existirmos a que será que se destina?

LIGEIRAMENTE HETERO

The Teenagers – Scarlett Johansson

You don’t believe in monogamy
Im not jealous scarlett will you mary me
All you’ve got you can like it
But what i am you will love it

Existem segredos do virtual que eu preservo, talvez nunca tenha contado sobre meus outros desdobramentos na WEB, minhas identidades múltiplas.
Acho essa experiência particularmente curiosa, por isso quero revelar. Faz algum tempo conheci uma pessoa pela rede – um macho militar, um homem do poder, um não elaborado, mas sensível deus pagão – o destino nos levou a um encontro no universo físico, sem ele saber e sem eu inicialmente me dar conta que se tratava  do mesmo ser pixelado que havia conhecido dias atrás. Um tipo de cumplicidade surgiu, talvez por ele ter se mostrado fora da imagem de autoridade e revelado algumas de suas fantasias.

Naquela noite, ainda restava no meu bolso uma máscara, das múltiplas que uso, resticios de um baile, DE OLHOS BEM FECHADOS?
O telefone tocou, era meu novo “amigo” PM, do sexo performático, das orgias heterossexuais, dos clubes de swing…, me chamando para “catá muié”!
Poxa, seria eu um garanhão, sem ter me dado conta? Opa, eu não sou um bissexual! Derepente estavamos nos, eu, ele, uma mina e seu namorado numa situação selvagem. Senti tesão em ver aquela gata de lingerie preta, cheia de desejo, libertina, pegando no meu pau e falando agora eu quero você. As imagens que o cinema bombardeou em minha cabeça, sempre foram referências para eu transitar pelo mundo físico e neste caso não poderia deixar de lembrar de outro filme, DEITA COMIGO.
Eu me excitei na hora que ele, meu “amigo” PM, penetrava naquela fogosa mulher e olhava para meu pau e perguntava se eu queria revezar e dividir com ele aquela garota.
Um tipo atração existe entre nós, que não se manifestaria de forma convencional, numa simples trepada, isso eu faço sempre, se toda situação é estranha, então eu quero jogar mais alto, mas não tenho em mente nenhum grande premio.  Seu universo, distante do meu e ao mesmo tempo próximo e amigo, é bastante sedutor. Me sinto bem quando ele repousa a mão no meu ombro, esperando sua vez e aguardando o desejo da garota em experimentar um pouco mais um outro homem. Aparentemente ela comanda toda situação.
Eu sempre achei que o sexo nos leva a um estágio primitivo, onde todos se revelam animais e irmãos, mesmo que seja só por  uma noite. Se transar com homem, nos define como gay e transar com mulher nos define como hetero, hoje eu estou ligeiramente hetero! ;0)

A CIDADE

The City, Milosh (Walter Robot)