Sala 1 – Cartaz do Festival Mix Brasil: O que é Estranho para você?. Sala 2 – Vick Cristina: Só o amor não realizado pode ser romântico – Maria Elena (Penélope Cruz)
***
Fui assistir ao filme, Vick Cristina Barcelona, de Woody Allen, por um motivo muito simples, morei e adoro aquela cidade, sendo assim, gostaria de saber como Woody retrataria aquele lugar.
A história basicamente, gira entorno de 2 americanas em férias que se deixam envolver por um pintor espanhol, na elegante e sedutora Barcelona.
No início achei estranho os personagens, além do inglês, não falarem catalão, mas Woody resolve o problema, dando um tom mais internacional ao eleger o espanhol como segunda língua, utilizando para isto, a origem asturiana (Oviedo) do personagem principal, interpretado por Javier Barden.
Woody me decepciona ao lançar mão de todos os estereótipos do universo espanhol; do machão sedutor, passando pela histeria feminina já muito bem retratada pelas personagens de Almodóvar, culminando nas guitarras espanholas, mas me encantou ter de fundo, a deliciosa Entre Dos Aguas de Paco de Lucia. Penelope Cruz, a histérica Maria Helena, é um mix de Amy Winehouse com Gala Eluard Dalí.
Apesar de ser uma comédia, o filme é bastante verborrágico, alimentado inclusive por uma excessiva narração em off. Mostra uma certa inquietude dentro dos relacionamentos heterossexuais, pois as convenções são muito mais rígidas e parecem já não satisfazer.
Levanta uma série de questões sobre o amor e deixa uma pergunta no ar, afinal, o que essas mocinhas modernas e inteligentes, querem de um relacionamento?
Não pude deixar de pensar o tempo todo nas queridas garotas dos NEURÔNIOS, em especial, Nina Lemos.
Esperava mais do filme, mas depois de assistí-lo, me deu um alívio não ser heterossexual.

a foto desse post é tão boa que fiquei sem palavras
nao sou fa do woody allen, mas pela penelope cruz ate vou gastar energia vendo o filme…
a foto do post, de fato ficou otima…
abs
[...] excelentes textos sobre o filme são de Nucool e Tati Rodrigues, vale muto lê-los [...]
Não conhecia seu blog e cheguei aqui pelo Vitor Ângelo.
Adorei! Ainda mais porque sua visão do filme é um pouco diferente da minha. Eu, como boa mulher passional que sou, me identifiquei de imediato com a representação feminina de Woody Allen dividida em três personagens, e a partir desta identificação qualquer olhar crítico sobre a narrativa se diluiu em projeção individual. E é justamente nesta dicotomia que reside uma das belezas do cinema – fazer pensar, não fazer pensar, fazer sentir, odiar, supirar, se entediar, se emocionar… e por aí vai.
Também fiz uma resenha em meu blog, com a tal da minha interpretação feminina. Passa lá.
Beijão,
Tati.
Bom, em primeiro lugar digo q sou bastante fan de W.A. Ele é safado e pervertido. Gostei do filme dei boas risadas. Bem lembrado pelo NU o uso dos estereótipos latino-espanhol mas acho q ok. Por certo WA não quis arriscar na construção de personagens de uma cultura q ele desconhece. Interessante WA sair da zona de conforto dele que é o cenário nova iorquino e experiementar outros ares. Percebo até q ele mostra de forma velada um certo vazio cultural e apatia do estilo de vida americano representado pela Cristina em contrapondo a pujanca artistica talvez inerente ao europeu seja como artista ou expectador.
Mas falando dos relacionamentos, que é o interesse no NU, acho q WA mostrou casos q estamos cansados de saber sem parecer clichê.
o q eu diria?
– VICKY: é a típica mulherzinha chata, afetivamente burrinha, e desinteressante q
faz qualquer propensão misógina aflorar em níveis alarmantes.
MARIA HELENA: Por mais interessante, talentosa e gostosa é pro macho comer e fugir. Serve apenas pra ser amiga de gay.
CRISTINA: Gostei dela. A sina da frase: “nao sabe o q ker, mas sabe o q não ker” é simpatizante. Sensata.
JUAN: hehe..
–x–