Pushkar – Rajastão, by Kamahlfilm
*
No meio dos anos 90, as pessoas começaram a se mandar para lugares exóticos do mundo, num possível resgate das grandes rotas hippies dos anos 60. Via nos DJs, que rodavam o globo terrestre tocando em raves ou clubes urbanos, a mesma atitude que Claude Debussy teve no século XIX, incorporando rítmos de partes remotas do planeta ao seu repertório. Além dos pintores impressionistas, a música oriental (javanesa, chinesa e anamita) deixou o compositor profundamente impressionado, por ocasião da exposição Universal de 1889, em Paris.
Tenho pensado sobre a nova geografia mundial e as rotas hippies, que partiam da Europa, cruzavam a Turquia, Irã, Afeganistão…, e o destino final era a Índia. Olhando ao redor, percebemos como o mundo se transformou desde então, seja pelas guerras, pelos valores morais, deslocamento dos polos culturais e principalmente pela tecnologia. É sobre isso que gostaria de escrever nos próximos dias, assim que tiver um tempo! Ainda não li o livro de Rory Maclean – The Magic Bus, onde ele refaz essa rota; vou tentar dar uma olhada.
[...] teve iniciou no Rajastão com o movie dos australianos do Kamahlfilm, lá em A GRANDE JORNADA, comecei a pensar sobre as rotas hippies que ligaram a Europa a lugares exóticos do planeta, dos [...]