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TOUCH ME: QUE FIM LEVOU A “MODERNIDADE”?

Março 8, 2008 · 3 Comentários

As máquinas vivem a revolução hippie no estilo poncho e conga e gritam como na ópera rock Tommy, estrelada por Roger Daltrey do The Who: See me, feel me, touch me!

Esses acadêmicos, suas máquinas e reflexões maravilhosas!

Quando Erika Palomino “multidisciplinou”

Sempre que alguém, que já passou dos 30, me pergunta onde poderia encontrar algo inovador e irreverente, eu raramente me recordo da região da baixa Augusta e daqueles tipos trends com identidades compradas na MTV, tão pouco algum dance-floor merece destaque, nenhuma banda indie ou o nome de qualquer jornalista, muito menos estilista, geralmente me vem a cabeça os acadêmicos e olha que nem faço parte do time.

Eles sempre foram vanguarda, mas em geral a mídia dominante nos anos 80/90, teimou em colocá-los de escanteio, classificando-os como caretas, herméticos e verborrágicos. Agora, estão cada vez mais em evidência em qualquer área do conhecimento humano, ainda mais nos dias atuais, onde informação é poder. Eles já estavam pensando há anos e com seriedade, os possíveis caminhos pelos quais entraríamos nesse século XXI. Até a odiada e amada caçadora de hype, a fashionista Erika Palomino, afirmou na edição de dezembro da Key, que agora a sua revista é multidisciplinar, termo mais acadêmico, impossível! Seria nada moderno, na boca de qualquer clubber dos anos 90.

ReacTable, porque “moderno” de verdade não é mega, é multi!

A grande sensação na CEBIT 2008, a maior feira tecnológica do mundo que acontece até domingo em Hannover, Alemanha, aponta para um futuro sem fios onde as TELAS SENSÍVEIS AO TOQUE passarão a controlar as máquinas. Sim, os computadores estão mais sensíveis e querem ser tocados! Lembram de Tommy (The Who), o Pinball Wizard, que em 1969 cantava, me veja, me sinta, me toque?! Claro que não, né?! Bem, antes dos desfiles de moda dominarem a área criativa das performances populares, as bandas de rock tinham a fórmula desses eventos, com interpretações teatrais e óperas rock . O grupo musical inglês, The Who, foi pioneiro nesse tipo de produção artística.

Quem, assim como eu, visitou o FILE 2007 (Festival Internacional de Linguagens Eletrônicas), na Galeria do Sesi, aqui em SP, teve oportunidade de brincar com um aparelho inventado pela equipe de investigadores da Universidade Pompeu Fabra de Barcelona.
Sergi Jordà, Marcos Alonso, Günter Geiger y Martin Kalternbrunner, criaram um instrumento de música eletrônica colaborativo, com uma interface de mesa MULTITOQUE. Além de tudo, o brinquedo é open soucer e MULTIPLATAFORMA.

O deslizar de pequenos cubos coloridos sobre uma mesa luminosa, cria sonoridades. A melhor maneira de entender o equipamento é assistindo ao vídeo do You Tube acima. Além das deliciosas imagens que os sons provocam, o reacTable é um instrumento intuitivo, sem manual de instruções, que pode ser usado por novatos e músicos profissionais.

O aparelhinho rodou os principais festivais de arte e tecnologia, como o Ars Electronica (Linz, Austria), Sonar (Barcelona), Siggraph (Boston) e Transmediale ( Berlim), mas em 2007, a cantora Björk, descobriu o instrumento através dos vídeos do YouTube e passou a utilizá-lo nas turnês mundiais.

Antes de desligar seu computador, abrace-o com carinho, as máquinas querem ser tocadas de forma mais intensa!

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